sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sempre por perto


Hoje eu chorei -para falar a verdade ainda estou chorando- relendo um texto que encontrei no painel de fotos da minha irmã. Não era um texto falando sobre um amor impossível, pelo contrario, falava sobre uma linda história de amor. Não era um texto sobre morte, pois com isso tenho prova que a distancia não é o fim do mundo como muitos pensam. Para falar a verdade era um texto "amador", - coloquei as aspas pois essa autora pode não ser nenhuma Clarice Lispector, mas é uma das minhas preferidas, se não a preferida - mas nem por isso deixou de ser tão especial como outros. A história contada naquele breve espaço é quase inimaginavél poder ser resumida tão brevemente sem deixar passar um só detalhe - mas como eu disse, ela é muito boa - . Eu vou resumir para vocês. Alguém já teve uma pessoa muito especial na sua vida, mas em um período de tempo muito curto, um espaço tão pequeno que parece que existem horas de fofocas pendentes, convites de festar na caixa de correio, mensagens e mensagens esperando serem lidas? Pois é com essas duas - as protagonistas, pois nessa história se envolveram muito mais gente, e eu sei pois sou uma delas - garotas, amigas, irmãs.
Num dia como outro qualquer uma família chega de longe, bem longe, e inicia sua vida em uma cidade pacata do interior do Paraná, uma cidade agrária, bem diferente da qual eles vinham. No começo, como em qualquer lugar e com qualquer pessoa, você começa a conhecer as pessoas, os lugares.. vai passando algum tempo e então você faz algumas amizade, você já esta mais inturmado. Você faz amigos de verdade, passam horas e horas justas, dias e dias, mas derrepente tudo aquilo "desaparece" num piscar de olhos, eles precisam voltar de onde vieram. Então deixam quase tudo para trás. Quase tudo, pois nesse texto eu tive a prova de que um pedacinho daquela garota diferente de PetropolíX ficou guardado dentro de muita gente e que os caipiras da cidadizinha de interior foi levado junto com ela. Como eu cheguei a essa conclusão? Simples. Palavras sinceras como aquelas não podem ser ditas da boca para fora, uma história, uma amizade que sobrevive a mil e seiscentos quilómetros também não deve ser taxada como apenas como amigas, e como vocês sempre dizem, isso sim pode se chamar de sis -isso mesmo sis, de sister-.
Todos aqui sentem saudade de você, mas eu te garanto que deve ser difícil achar alguém que te quer aqui mais do que a minha, ou melhor a nossa irmã... e não existira distancia, chuva, namorado, que irá colocar um fim nessa amizade. Como vocês disseram, logo logo nós vamos nos ver, e muitas outras vezes, agora esse logo pode não ser tão concreto, mas eu sei que isso irá se repetir.
Nós te amamos e sentimos muito a sua falta!

Éllen Marianne Carletto

2 comentários:

  1. Só agora eu li. Acredita? Que vergonha. Tô aqui chorando, agradecendo em silêncio por tê-las na minha vida. Te amo! Amo muito e obrigada por tudo :)

    inclusive pelo: "uma das minhas preferidas, se não a preferida."

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  2. sintimos muuuuito a sua falta, muito mesmo! te amo (L)

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