sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Meu tempo

Nos últimos dias, ou mais, nas ultimas semanas tenho passado um bom tempo encarando esta pagina aberta, em branco, pois nenhuma frase que era escrita seguia uma lógica. Nada sai de uma forma boa. Não conseguia terminar o que eu começava. O mais complicado era que isso acontecia por que eu não conseguia expor, transmitir e nem explicar a mim mesma o que eu estava sentindo e tentando transformar em palavras.
Comecei varias vezes algo sobre você. Quando escrevia, as palavras não possuíam lógica alguma. Versos começavam com a mesma empolgação que eu sentia, mas momentaneamente, pois terminavam em amargura. Outros começavam de uma forma triste, mas seu desenrolar trazia a tona uma alegria desejada. Agora vocês devem estar pensando o que é errado nisso, mas realmente não existe erro, alias muitas das coisas as quais eu escrevo seguem alguma dessas ordens. O motivo era por eu não estar nunca satisfeita com o resultado que se dava ao finalizar. Alegria não era o que eu sentia, e tristeza não era o que eu queria, então tudo era deletado, como eu desejaria fazer com coisas naquele momento.
Agora percebo por qual razão nada acontecia como o esperado. Eu não sabia, e não sei classificar tudo que sentia no momento e ainda sinto. Nenhum sentimento conhecido se encaixava em você e a melhor decisão que tomei foi em não escrever sobre você. Não, eu não mudei de ideia, não escrevo agora pensando em você, e acho que pela primeira vez. Hoje escrevo pensando em mim. Em como eu estou feliz e em que nada, NADA irá me atrapalhar, pelo menos nas próximas 36 horas. Nem você nem ninguém. Hoje, e nesse tempo de felicidade só vou pensar em mim. Eu e mais ninguém. Viver e aproveitar o máximo do meu momento. 
Ah, uma colocação antes de finalizar. Como em meus versos, nossos momentos também não possuem um fim lógico. Sempre sabemos como começar, mas nós nunca conseguimos seguir com nada até o final! 


Éllen Marianne Carletto

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