É inútil buscar pela companhia certa em meio a uma multidão inimaginável. Procurar em cada rosto estranho um alguém que possa mudar um futuro. Se perder em um rebanho de forasteiros para realizar o irrealizável.
É em vão ser zeloso ao pensar no ideal. Tentar usar a razão nas escolhas que não as cabe; é muito mais instintivo que se imagina. Está tudo envolto de mistérios ininteligíveis, indecifráveis.
É menos penoso ser um aventureiro. Viajar pelos diversos sentimentos, simplesmente voando em harmonia com o vento. Rumar junto a leve brisa que faz flutuar o mais pesado dos corpos, levando-o para onde o coração mandar. E que cada tombo seja acompanhado de uma nova brisa que sopra a uma nova direção, tornando cada momento do passado apenas uma boa lembrança de uma vida que valeu.
Matheus De Cecco
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